Duplicação da BR-280, desvio do traçado do trem e ampliação de berços e dragagem no porto são as ações aguardadas pelos francisquenses. Mas apenas quem tem uma relação direta com o porto – e não é pouca gente – já pode comemorar. Dos R$ 316,1 milhões destinados ao terminal, as obras – recuperação e reforço de berços – correspondentes a 53% do valor deverão do valor ser concluídas até julho de 2010. Apenas a dragagem para o aprofundamento do canal de acesso, ainda não iniciada, deverá estar pronta somente no primeiro semestre do ano que vem.
Quanto à duplicação dos 75,4 quilômetros de rodovia que separam São Francisco e Jaraguá do Sul, não há garantia de que as obras – orçadas em R$ 120 milhões – iniciarão este ano. O órgão ambiental federal (IBAMA) aguarda documentos para emitir licenças indispensáveis para o lançamento da licitação, que definirá quem vai tocar as obras. A duplicação deverá estar concluída “entre três e cinco anos”, informa a repórter Ana Paula Fanton no AN de hoje.
Com o orçamento mais “modesto” entre as obras do PAC para São Francisco do Sul, as do desvio do traçado do trem estão na fase de drenagem e terraplanagem. O investimento, que será de pelo menos R$ 53,5 milhões, deverá estar pronto até julho de 2011.
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Com meus botões...
Ao pensar sobre a demora para que as obras fiquem prontas, fica difícil fugir do senso comum que aponta um oportunismo político eleitoral quando o assunto é obra graúda. Sem contar que, lamentavelmente, é histórico no Brasil obras começarem em ano de eleição e pararem logo depois do fechamento das urnas, em outubro. É o que ninguém quer que aconteça.
Ao comparar os valores das três obras do PAC para São Chico, e perceber que a mais cara (porto) estará 53% concluída até o final deste primeiro semestre, cabe a desconfiança se a bala na agulha dos empresários interessados no “serviço” não é fator determinante para fazer com que, ao contrário de um navio ou um trem, as obras do porto andem à velocidade de um importado em uma rodovia federal duplicada. Afinal, quem vota é o povo, mas quem elege são os financiadores de campanha.







