A prefeitura de São Francisco do Sul anunciou ainda pouco em seu programa de rádio que começará a ressarcir os valores no dia 5 de maio. Quem pagou o IPTU antes da aprovação da lei que anulou os reajustes das alíquotas precisa pedir a devolução do dinheiro no setor de protocolo da Prefeitura.
A partir de hoje o setor de tributação analisará os pedidos dos contribuintes. A entrega dos cheques (nominais) será feita conforme a ordem de chegada dos requerimentos de restituição.
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sexta-feira, 11 de abril de 2014
sábado, 8 de março de 2014
Sobre mudez e os estrangeiro
Maldito diário,
se eu fosse ouvinte também cogitaria que sabotaram a rádio ontem de manhã. Sabotaram a própria emissora ou algum político que não quisesse que o Clóvis falasse sobre o Imposto Para Ter Úlcera (IPTU). Mas foi uma infeliz coincidência.
O engenheiro responsável pelo transmissor relatou que o link que estava no modo aéreo deu pau. Ao ser movido um simples botão para o modo linha, a rádio voltou ao ar. Era por volta das 11h30 – estava fora há duas horas. Desde a semana retrasada, por causa de uns picos de energia, o transmissor está arredio. Tanto que chegou a ficar um domingo e parte de uma segunda-feira recluso em sua mudez. Mas compreensível a desconfiança do povo, em parte ansiosa para ouvir um compromisso do Clóvis em pelo menos analisar a possibilidade de anular a lei que reajustou (absurdamente) o imposto. Ainda na rádio, no horário marcado (10 horas), pedimos ao presidente da Câmara que retornasse no mesmo horário na segunda-feira.
Estou aguardando a confirmação.
Se a legislação permitir, o Clóvis ou o Zera deveriam calçar as sandálias da humildade (aquela Havaiana branca com tiras azuis) e fazer algo para diminuir o tamanho da facada que deram no contribuinte. Isto ocorrendo, os ativistas contrários ao reajuste se sentirão vitoriosos e fortalecidos a pelear em outras frentes. Já o vereador Dodô, não mijando fora do penico até 2016, caminha fácil para a reeleição. Pela ordem, Chris Manão e Texeirinha, que também votaram contra a lei que Zera mandou para a Câmara aumentando o IPTU, da mesma forma saem fortalecidos.
Assim como na greve dos portuários, quando os patrões duvidaram da capacidade de combate dos trabalhadores, o governo e sua enorme base na Câmara de Vereadores, não acreditava que virtual e fisicamente a gritaria seria tamanha. Mas as condições materiais determinam se a sociedade permanecerá em repouso ou se agitará. E o IPTU mexeu forte no bolso.
Outros desdobramentos do aumento: auto índice de inadimplência e descontentamento dos (oito) vereadores governistas com o Zera, já que estão sendo hostilizados até por eleitores.
O Texeirinha, o Tuta e Joel estão mesmo afinados. Segundo o portal da transparência do Legislativo, faltaram à conturbada sessão de quinta por terem ido aos gabinetes dos deputados Esperidião Amim e Marco Tebaldi em Brasília atrás de emendas parlamentares para São Chico. Como foram em três, não devem voltar com coisa pouca. Eles embarcaram na quarta e retornaram ontem, conforme o banco de dados.
E hoje embarcam para os Estados Unidos. Questionada na quinta, a secretaria de Comunicação da Prefeitura disse não saber quem do Executivo iria a Miami. Imagino que o Zera e o Augusto Kolling estejam cotados.
Será que o Zera vai pedir o apoio do Joel, do Texeirinha e do Tuta à candidatura a estadual do Kolling? E o Scarpato, como ficaria nisso?
Um dia ainda quero ir a Miami. Acho tão chique. Imagine quanta postagem no Facebook: agora, no avião; agora, no aeroporto; agora, no banheiro do quarto de hotel. Vip!
se eu fosse ouvinte também cogitaria que sabotaram a rádio ontem de manhã. Sabotaram a própria emissora ou algum político que não quisesse que o Clóvis falasse sobre o Imposto Para Ter Úlcera (IPTU). Mas foi uma infeliz coincidência.
O engenheiro responsável pelo transmissor relatou que o link que estava no modo aéreo deu pau. Ao ser movido um simples botão para o modo linha, a rádio voltou ao ar. Era por volta das 11h30 – estava fora há duas horas. Desde a semana retrasada, por causa de uns picos de energia, o transmissor está arredio. Tanto que chegou a ficar um domingo e parte de uma segunda-feira recluso em sua mudez. Mas compreensível a desconfiança do povo, em parte ansiosa para ouvir um compromisso do Clóvis em pelo menos analisar a possibilidade de anular a lei que reajustou (absurdamente) o imposto. Ainda na rádio, no horário marcado (10 horas), pedimos ao presidente da Câmara que retornasse no mesmo horário na segunda-feira.
Estou aguardando a confirmação.
Se a legislação permitir, o Clóvis ou o Zera deveriam calçar as sandálias da humildade (aquela Havaiana branca com tiras azuis) e fazer algo para diminuir o tamanho da facada que deram no contribuinte. Isto ocorrendo, os ativistas contrários ao reajuste se sentirão vitoriosos e fortalecidos a pelear em outras frentes. Já o vereador Dodô, não mijando fora do penico até 2016, caminha fácil para a reeleição. Pela ordem, Chris Manão e Texeirinha, que também votaram contra a lei que Zera mandou para a Câmara aumentando o IPTU, da mesma forma saem fortalecidos.
Assim como na greve dos portuários, quando os patrões duvidaram da capacidade de combate dos trabalhadores, o governo e sua enorme base na Câmara de Vereadores, não acreditava que virtual e fisicamente a gritaria seria tamanha. Mas as condições materiais determinam se a sociedade permanecerá em repouso ou se agitará. E o IPTU mexeu forte no bolso.
Outros desdobramentos do aumento: auto índice de inadimplência e descontentamento dos (oito) vereadores governistas com o Zera, já que estão sendo hostilizados até por eleitores.
O Texeirinha, o Tuta e Joel estão mesmo afinados. Segundo o portal da transparência do Legislativo, faltaram à conturbada sessão de quinta por terem ido aos gabinetes dos deputados Esperidião Amim e Marco Tebaldi em Brasília atrás de emendas parlamentares para São Chico. Como foram em três, não devem voltar com coisa pouca. Eles embarcaram na quarta e retornaram ontem, conforme o banco de dados.
E hoje embarcam para os Estados Unidos. Questionada na quinta, a secretaria de Comunicação da Prefeitura disse não saber quem do Executivo iria a Miami. Imagino que o Zera e o Augusto Kolling estejam cotados.
Será que o Zera vai pedir o apoio do Joel, do Texeirinha e do Tuta à candidatura a estadual do Kolling? E o Scarpato, como ficaria nisso?
Um dia ainda quero ir a Miami. Acho tão chique. Imagine quanta postagem no Facebook: agora, no avião; agora, no aeroporto; agora, no banheiro do quarto de hotel. Vip!
sexta-feira, 7 de março de 2014
Aumento do IPTU – uma luz no horizonte
Às 10 horas de hoje o presidente da Câmara, Clóvis Matias de Souza, esmiuçará na Rádio São Francisco as implicações dos documentos aprovados na sessão de ontem.
Os requerimentos apresentados pela oposição no dia 27 - pedindo a revogação da lei que reajustou o imposto - e não votados por falta de vereadores suficientes, foram aprovados ontem, sob forte pressão popular.
Os requerimentos apresentados pela oposição no dia 27 - pedindo a revogação da lei que reajustou o imposto - e não votados por falta de vereadores suficientes, foram aprovados ontem, sob forte pressão popular.
quarta-feira, 5 de março de 2014
Post da quarta de cinzas
Querido diário,
que Carnaval ruim foi esse? Os últimos, na verdade. Não sei se é um fenômeno nacional, mas o de São Chico, que já foi um dos melhores do Estado, estão descaracterizando. O Cruzeiro entrou em decadência também há anos. Talvez um dos fatores seja a concorrência surgida principalmente na praia. O show do Pixote até que estava legal. Ponto positivo para a secretaria do possível pré a estadual, Augusto Kolling, que, aliás, poderia ter feito uma festa bem melhor e conseguido grande exposição social e midiática (além da RIC), que corroborasse suas ambições eleitorais.
Música relacionada a Carnaval rareou. Virou carnafunk. Marchinha e samba pouco se ouviu no Centro Histórico. Nos outros lugares não sei. Não fui. Feliz foi o bloco Unidos do Centro Histórico, que manteve a tradição de momo até com bateria. Salvação da Babitonga - no passado lotada em todas as noites de festa. A Vagabunda continua tendo um papel muito importante na festa. Só faltou o lacre da placa.
Imperadores do Samba, parabéns pelo título.
Em menos de um mês, fui duas vezes duramente criticado pelo meu trabalho na rádio. Há uns dez dias a esposa de um estivador me mandou uma mensagem eletrônica lamentando meu abraço. Disse eu: “Um abraço ao povo do Ogmo, aos grevistas e a família... Ou às famílias.” Pronto. Imaginei que a indireta de poligamia renderia... Guiar-se pela máxima perco o amigo mas não a piada dá nisso.
Mas segunda à noite me incomodei. Ao dar oi para o Godofredo, curtindo o Carnaval em frente ao Açoriano, fui metralhado com: 1) e a oposição, não tem espaço nessa rádio?; 2) a Rádio São Francisco causa um mal imenso à cidade; 3) a rádio só reproduz o discurso oficial; 4) o povo fica bitolado ouvindo apenas um lado da história. Houve mais rajadas, mas eu (também) havia tomado umas cervejas e acabei esquecendo.
Demonstrando surpresa com o tom agressivo da ex-autoridade, argumentei (não vou lembrar de todos): 1) ele era apenas engenheiro e não mais fonte para aparecer cotidianamente na mídia; 2) que lideranças da oposição (institucional) eram Dodô e Chris Manão (seu antigo e atual correligionário. A oposição popular é virtual: o grupo do Face São Francisco do Sul Democrática); 3) que ele, Godo, era personagem de histórias pontuais (e assim o foi quando desembarcou do PSB; quando gentilmente analisou as manifestações de junho; quando o partido que dirigia ganhou a adesão da Marina Silva). Todas essas vezes a emissora lhe contatou. Mas acho que Godo não houve a rádio e desconhece o esforço que fazemos para ser o mais plural possível, veiculando graças e desgraças. Sejam elas vindas de um gari ou de um ex-prefeito. Deu-me a impressão de que frequentemente ex-poderosos não se conformam ao ter que enfrentar a realidade de serem cidadãos comuns após a passagem do bastão.
E esse Bradesco hoje? Previsivelmente, como era pós-feriado, estava um inferno. Fiquei uma hora na fila. Como sou precavido levei dois jornais e um livro. Eram dois caixas atendendo (e ouvindo reclamações da clientela). Aline Nunes (Procon), ainda que hoje fosse pós-feriado, o Bradesco pode nos fazer mofar uma hora na fila? Já vi agência bancária em outras cidades ser obrigada a fechar as portas por bem menos tempo judiar de seus usuários. O negócio é sugerir ao paitrão que contrate um seu Maneco para a emissora.
Por falar em Procon, o órgão parece ter recebido reforço. O vice Scarpato ficou de divulgar amanhã em sua fanpage sua segunda edição de uma pesquisa de preço da cesta básica. Deixa o Zera saber disso.
Descontentes com o aumento do IPTU (sim, ele aumentou; a gente só esqueceu disso durante a folia) prometem protestar na sessão da Câmara de amanhã. Querem apoiar o Dodô na reiteração de seu pedido para o Clóvis anular a lei que autorizou Zera a reajustar o imposto e a me inspirar nessa versão para A Jardinheira:
A CHORADEIRA
Ô francisquense por que estás tão triste?/
Mas o que foi que te aconteceu?/
Foi o imposto que subiu no alto, quebrou minhas perna, e me f.../ (Bis)
que Carnaval ruim foi esse? Os últimos, na verdade. Não sei se é um fenômeno nacional, mas o de São Chico, que já foi um dos melhores do Estado, estão descaracterizando. O Cruzeiro entrou em decadência também há anos. Talvez um dos fatores seja a concorrência surgida principalmente na praia. O show do Pixote até que estava legal. Ponto positivo para a secretaria do possível pré a estadual, Augusto Kolling, que, aliás, poderia ter feito uma festa bem melhor e conseguido grande exposição social e midiática (além da RIC), que corroborasse suas ambições eleitorais.
Música relacionada a Carnaval rareou. Virou carnafunk. Marchinha e samba pouco se ouviu no Centro Histórico. Nos outros lugares não sei. Não fui. Feliz foi o bloco Unidos do Centro Histórico, que manteve a tradição de momo até com bateria. Salvação da Babitonga - no passado lotada em todas as noites de festa. A Vagabunda continua tendo um papel muito importante na festa. Só faltou o lacre da placa.
Imperadores do Samba, parabéns pelo título.
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Em menos de um mês, fui duas vezes duramente criticado pelo meu trabalho na rádio. Há uns dez dias a esposa de um estivador me mandou uma mensagem eletrônica lamentando meu abraço. Disse eu: “Um abraço ao povo do Ogmo, aos grevistas e a família... Ou às famílias.” Pronto. Imaginei que a indireta de poligamia renderia... Guiar-se pela máxima perco o amigo mas não a piada dá nisso.
Mas segunda à noite me incomodei. Ao dar oi para o Godofredo, curtindo o Carnaval em frente ao Açoriano, fui metralhado com: 1) e a oposição, não tem espaço nessa rádio?; 2) a Rádio São Francisco causa um mal imenso à cidade; 3) a rádio só reproduz o discurso oficial; 4) o povo fica bitolado ouvindo apenas um lado da história. Houve mais rajadas, mas eu (também) havia tomado umas cervejas e acabei esquecendo.
Demonstrando surpresa com o tom agressivo da ex-autoridade, argumentei (não vou lembrar de todos): 1) ele era apenas engenheiro e não mais fonte para aparecer cotidianamente na mídia; 2) que lideranças da oposição (institucional) eram Dodô e Chris Manão (seu antigo e atual correligionário. A oposição popular é virtual: o grupo do Face São Francisco do Sul Democrática); 3) que ele, Godo, era personagem de histórias pontuais (e assim o foi quando desembarcou do PSB; quando gentilmente analisou as manifestações de junho; quando o partido que dirigia ganhou a adesão da Marina Silva). Todas essas vezes a emissora lhe contatou. Mas acho que Godo não houve a rádio e desconhece o esforço que fazemos para ser o mais plural possível, veiculando graças e desgraças. Sejam elas vindas de um gari ou de um ex-prefeito. Deu-me a impressão de que frequentemente ex-poderosos não se conformam ao ter que enfrentar a realidade de serem cidadãos comuns após a passagem do bastão.
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E esse Bradesco hoje? Previsivelmente, como era pós-feriado, estava um inferno. Fiquei uma hora na fila. Como sou precavido levei dois jornais e um livro. Eram dois caixas atendendo (e ouvindo reclamações da clientela). Aline Nunes (Procon), ainda que hoje fosse pós-feriado, o Bradesco pode nos fazer mofar uma hora na fila? Já vi agência bancária em outras cidades ser obrigada a fechar as portas por bem menos tempo judiar de seus usuários. O negócio é sugerir ao paitrão que contrate um seu Maneco para a emissora.
Por falar em Procon, o órgão parece ter recebido reforço. O vice Scarpato ficou de divulgar amanhã em sua fanpage sua segunda edição de uma pesquisa de preço da cesta básica. Deixa o Zera saber disso.
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Descontentes com o aumento do IPTU (sim, ele aumentou; a gente só esqueceu disso durante a folia) prometem protestar na sessão da Câmara de amanhã. Querem apoiar o Dodô na reiteração de seu pedido para o Clóvis anular a lei que autorizou Zera a reajustar o imposto e a me inspirar nessa versão para A Jardinheira:
A CHORADEIRA
Ô francisquense por que estás tão triste?/
Mas o que foi que te aconteceu?/
Foi o imposto que subiu no alto, quebrou minhas perna, e me f.../ (Bis)
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Querido diário,
já estou no terceiro post desta nova temporada. A autocobrança pela escrita diária tem se manifestado. Hoje, aliás, mais escrevi que falei, já que a rádio esteve fora do ar de manhã por problemas técnicos – como mencionei na primeira publicação do dia. (Minha meta era tentar publicar uma vez a cada 24 horas e já estou trabalhando assim... G1, te cuida.) Será que o famigerado sabotador do Samae agiu na Choabi do Rocio Grande, endereço da antena da Carijó
Não com pauta trabalhista, mas, digamos, cidadã, há promessa de nova mobilização em São Chico nesta semana. Francisquenses descontentes com o (exorbitante) aumento do IPTU prometem uma manifestação para quinta-feira. Além do IPTU, incluíram na lista de descontentamento a contrariedade à abertura do Samae à iniciativa privada.
Vereadores que votaram a favor do aumento das alíquotas do IPTU têm se defendido da hostilidade popular com o argumento lulista de que não sabiam o que estava acontecendo. Em suma, aprovaram o projeto de lei da Prefeitura com o aumento mas, dizem, desconheciam a atualização da planta de valores, que, associados (alíquota + planta nova), estão causando pânico a donos de imóveis que amargam 200, 400% de majoração no carnezinho. Das duas, uma: faltou leitura mais detida ao projeto ou faltou desconfiança de quem, no governo, eventualmente garantiu (no fio do bigode) que o imposto não aumentaria tanto.
A Prefeitura fez um trabalho importante nos jogos de verão. Parece que a competição futebolística cresce a cada ano. Numa perspectiva bairrista, destaque para a Sociedade Recreativa Enseada, campeã do municipal e do estadual de beach soccer.
E essa audiência pública (pró-forma) que o Executivo fará na quinta (18 horas, no Cine Teatro) para apresentar e “discutir” com o povo o esboço do contrato que firmará com a iniciativa privada para tocar os serviços de abastecimento de água e de saneamento? Mal divulgada (providencialmente?), acho que só eu (modéstia bem à parte), garimpando informações locais, descobri e publiquei sobre a audiência.
O governo Zera segue o receituário de baixo ou nenhum interesse em controle social – assim como os governantes que o antecederam. Não à toa, conselhos municipais são criados a cada gestão não raro para apenas cumprir exigências da União. Mas o que importa é que neste ano tem Copa, e o povo não vai ligar justamente em 2014 para controle social, né?
Hoje foi a primeira vez que vi a secretaria de Comunicação do Executivo divulgar a audiência. A Câmara deu um Ctrl + C, Ctrl + V e publicou em seu site também. Os produtos jornalísticos chapa-branca, obviamente e igualmente, deram nada sobre a audiência, que deverá ter mais cargo comissionado do que em comício de reeleição.
A crítica à forma de (não) divulgar a audiência não pode me fazer esquecer de reconhecer que por algum motivo o governo Zera está se esforçando para iniciar os importantíssimos coleta e tratamento de esgoto na cidade. A pergunta é se o Município não poderia fazer isso sozinho, com sua estatal. Se eu fosse empresário e me contratassem para fornecer água e tratar esgoto, viveria pressionando o contratante (poder público) para decretar o reajuste das tarifas. Afinal, ideologia do capitalismo é o lucro. Apenas uma constatação.
O que o mamífero humano pensa e faz está impregnado de suas referências ideológicas, filosóficas, religiosas, culturais, sexuais etc. Dez anos de petismo (seis como efetivamente militante e quatro como mero militonto) me deixam à vontade para perguntar como o partido, hoje no governo, se sente diante da desestruturação de um patrimônio público de décadas como o Samae? É que tanto em proveitosos quanto em enfadonhos encontros, conferências, cursos de formação organizados pelo partido, aprendi que fragilizar o Estado abrindo desnecessariamente suas pernas ao setor privado é agir contra os trabalhadores.
já estou no terceiro post desta nova temporada. A autocobrança pela escrita diária tem se manifestado. Hoje, aliás, mais escrevi que falei, já que a rádio esteve fora do ar de manhã por problemas técnicos – como mencionei na primeira publicação do dia. (Minha meta era tentar publicar uma vez a cada 24 horas e já estou trabalhando assim... G1, te cuida.) Será que o famigerado sabotador do Samae agiu na Choabi do Rocio Grande, endereço da antena da Carijó
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Não com pauta trabalhista, mas, digamos, cidadã, há promessa de nova mobilização em São Chico nesta semana. Francisquenses descontentes com o (exorbitante) aumento do IPTU prometem uma manifestação para quinta-feira. Além do IPTU, incluíram na lista de descontentamento a contrariedade à abertura do Samae à iniciativa privada.
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Vereadores que votaram a favor do aumento das alíquotas do IPTU têm se defendido da hostilidade popular com o argumento lulista de que não sabiam o que estava acontecendo. Em suma, aprovaram o projeto de lei da Prefeitura com o aumento mas, dizem, desconheciam a atualização da planta de valores, que, associados (alíquota + planta nova), estão causando pânico a donos de imóveis que amargam 200, 400% de majoração no carnezinho. Das duas, uma: faltou leitura mais detida ao projeto ou faltou desconfiança de quem, no governo, eventualmente garantiu (no fio do bigode) que o imposto não aumentaria tanto.
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A Prefeitura fez um trabalho importante nos jogos de verão. Parece que a competição futebolística cresce a cada ano. Numa perspectiva bairrista, destaque para a Sociedade Recreativa Enseada, campeã do municipal e do estadual de beach soccer.
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E essa audiência pública (pró-forma) que o Executivo fará na quinta (18 horas, no Cine Teatro) para apresentar e “discutir” com o povo o esboço do contrato que firmará com a iniciativa privada para tocar os serviços de abastecimento de água e de saneamento? Mal divulgada (providencialmente?), acho que só eu (modéstia bem à parte), garimpando informações locais, descobri e publiquei sobre a audiência.
O governo Zera segue o receituário de baixo ou nenhum interesse em controle social – assim como os governantes que o antecederam. Não à toa, conselhos municipais são criados a cada gestão não raro para apenas cumprir exigências da União. Mas o que importa é que neste ano tem Copa, e o povo não vai ligar justamente em 2014 para controle social, né?
Hoje foi a primeira vez que vi a secretaria de Comunicação do Executivo divulgar a audiência. A Câmara deu um Ctrl + C, Ctrl + V e publicou em seu site também. Os produtos jornalísticos chapa-branca, obviamente e igualmente, deram nada sobre a audiência, que deverá ter mais cargo comissionado do que em comício de reeleição.
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A crítica à forma de (não) divulgar a audiência não pode me fazer esquecer de reconhecer que por algum motivo o governo Zera está se esforçando para iniciar os importantíssimos coleta e tratamento de esgoto na cidade. A pergunta é se o Município não poderia fazer isso sozinho, com sua estatal. Se eu fosse empresário e me contratassem para fornecer água e tratar esgoto, viveria pressionando o contratante (poder público) para decretar o reajuste das tarifas. Afinal, ideologia do capitalismo é o lucro. Apenas uma constatação.
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O que o mamífero humano pensa e faz está impregnado de suas referências ideológicas, filosóficas, religiosas, culturais, sexuais etc. Dez anos de petismo (seis como efetivamente militante e quatro como mero militonto) me deixam à vontade para perguntar como o partido, hoje no governo, se sente diante da desestruturação de um patrimônio público de décadas como o Samae? É que tanto em proveitosos quanto em enfadonhos encontros, conferências, cursos de formação organizados pelo partido, aprendi que fragilizar o Estado abrindo desnecessariamente suas pernas ao setor privado é agir contra os trabalhadores.
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