quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Prefeitura boicota imprensa local
Embora seja "sócio" de dois jornais impressos e tenha um programa institucional na rádio local, a Prefeitura não deveria ignorar os órgãos de imprensa (não progressistas) francisquenses, bem como seus respectivos funcionários. Não deveria. Mas é o que vem ocorrendo.
Desde a negação a pedidos de entrevista, passando pela falta de transparência na divulgação de informações oficiais - como agenda do Prefeito, por exemplo -, até o privilégio dado a veículos de comunicação de outras cidades. Lamentável.
Se por um lado a administração Luiz Zera vem se saindo melhor que a anterior, por outro mantém um péssimo relacionamento com jornalistas e radilialistas que não rasgam elogios à personalidade do chefe do Executivo. O PMDB se relacioanva melhor...
O ruim é que, a longo prazo, isso pode soar como arrogância. E também os esforços para "garimpar" informação podem se esgotar...
Desde a negação a pedidos de entrevista, passando pela falta de transparência na divulgação de informações oficiais - como agenda do Prefeito, por exemplo -, até o privilégio dado a veículos de comunicação de outras cidades. Lamentável.
Se por um lado a administração Luiz Zera vem se saindo melhor que a anterior, por outro mantém um péssimo relacionamento com jornalistas e radilialistas que não rasgam elogios à personalidade do chefe do Executivo. O PMDB se relacioanva melhor...
O ruim é que, a longo prazo, isso pode soar como arrogância. E também os esforços para "garimpar" informação podem se esgotar...
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Secretário de finanças é exonerado
Moacir Negrão foi exonerado pelo prefeito Luiz Zera na última sexta-feira (30). Assume em seu lugar Alexandre Fernando, segundo homem mais forte da pasta. Negrão era colega de trabalho de Zera na empresa Wilson Sons, de onde saiu para dirigir uma das secretarias mais fortes da Prefeitura.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Moradores acusam empresa de estar poluindo o ar em São Francisco
Chuva ácida com o poder de destruir plantações e contaminar as águas, poluição fotoquímica responsável pela degradação da vegetação e efeito estufa. Estes são alguns dos efeitos que poderiam resultar do processo industrial da empresa ArcelorMittal Vega, segundo o engenheiro agrônomo Nelson Luiz Wendel, em parecer emitido ainda em 2003. Neste período, a empresa, então vinculada o grupo francês Usinor, estava em fase de implantação. Mas já preocupava ambientalistas da região. Seis anos passados, moradores do bairro Morro da Cruz, em São Francisco do Sul – onde está instalada a laminadora de aço –, acusam a multinacional de lançar poluentes na atmosfera capazes de danificar a vegetação e causar prejuízos à saúde das pessoas.
“Jabuticaba não dá há mais de três anos”, se queixa o pescador José Antônio de Andrade, vizinho de porta da Arcelor. Além da jabuticaba, outras frutas nasciam no terreno de seu José, e eram comercializadas numa barraquinha montada às margens da rodovia federal que separa o lote dele dos 2,2 milhões de metros quadrados do terreno da empresa. “Era uns sessenta reais a mais que já ajudava em casa”, lembra. O pescador reclama ainda que a fumaça que sai da empresa provoca “ardume” na garganta e dor de cabeça.
Já a auxiliar de serviços gerais Sueli Rosa de Arruda compara o cheiro que afirma vir da Arcelor com ferro queimado. “Quase toda noite tem cheiro. Até minha bronquite voltou”, lamenta. Mas o que mais preocupou Sueli até hoje foi um episódio envolvendo o filho pequeno, em 2007. Ela conta que depois de uma noite de forte cheiro vindo da empresa, o menino, na época com dois anos, acordou com os olhos inchados. “Levei ao posto de saúde e a médica disse não ter certeza do que se tratava.”
Quem atendeu o filho da auxiliar de serviços gerais, no postinho do bairro Miranda, foi a médica Ludimila Barbosa. Depois de dois anos, ela ainda lembra do caso do filho de Sueli, mas diz não ser possível precisar a causa do problema nos olhos da criança. “Só uma avaliação científica poderá indicar o agente causal”, diz a médica. Ludimila diz não ser freqüente o atendimento a pessoas se queixando de problemas causados por poluição.
Para a ArcelorMittal Vega, as acusações de que ela estaria poluindo o ambiente não fazem sentido. Por meio da assessoria de comunicação, a empresa diz que “dispõe apenas de emissões limpas em seu processo produtivo”. A empresa afirma ainda que são empregadas as tecnologias mais avançadas para o tratamento das emissões atmosféricas, “como filtros e sistemas de controle”.
A vice-presidente da Associação Movimento Ecológico Carijós (Ameca), Ana Paula Cortez não demonstra espanto diante da possibilidade de poluentes da laminadora estarem prejudicando o meio ambiente. A Ameca acompanhou o processo de implantação da empresa. “Ela [a empresa] já previa e emissão destes poluentes no próprio Estudo de Impacto Ambiental (EIA). Mas nunca chegou a precisar a quantidade. Dizia apenas que estariam dentro de normas internacionais”, lembra a ambientalista. Ana Paula acredita que uma eventual poluição pode estar relacionada ao mau funcionamento ou à demora para que seja feita a substituição dos filtros por onde passam os gases.
E gases em concentração excessiva, somada a um grande tempo de exposição, pode resultar em problemas no sistema respiratório humano e no sistema reprodutor dos vegetais. “Conheço pouco o processo da Arcelor, mas até onde sei podem ser gerados gases ácidos e material particulado”, diz a engenheira Sandra Helena Westrupp Medeiros, professora da Universidade da Região de Joinville (Univille). Segundo a Arcelor, não existe a possibilidade de que suas emissões causem prejuízos ao meio ambiente e “muito menos à saúde humana”.
Para descobrir se a poluição apontada pelos moradores do Morro da Cruz realmente tem origem na ArcelorMittal Vega, e se ela seria responsável pela morte de plantas e causadora de danos a saúde, o Ministério Público Federal decidiu investigar a situação. Uma perícia técnica já foi encomendada. Segundo o procurador da República Mário Sérgio Ghannagé Barbosa, “nos relatórios sobre monitoramento do ar encaminhados pela empresa não foi verificada presença de concentração de substâncias tóxicas acima do valor estabelecido pela legislação.” Para confirmar a informação repassada pela Arcelor, Barbosa pediu que a empresa detalhasse os critérios de escolha dos pontos onde foram feitas as análises atmosféricas.
A qualidade do ar na ilha de São Francisco chamou a atenção do estudante Flávio Beilke. Tanto que a preocupação com a possível poluição do ar estimulou o jovem de 21 anos a escolher o assunto como tema da monografia que vai apresentar ao final do curso de biologia marinha. Os pontos de monitoramento da qualidade do ar, feito com a ajuda de liquens – organismos sensíveis à poluição atmosférica –, ficam no terminal portuário, no centro da cidade, e na região onde fica a Arcelor. “Encontrei excesso de ferro e zinco na área do Morro da Cruz. Agora vamos ver quais são os parâmetros, até que ponto os níveis identificados são prejudiciais à saúde”, diz Flávio. Iniciado em dezembro de 2008, o trabalho deverá ser concluído em duas semanas.
Tanto para Flávio quanto para a mãe do garoto que acordou com os olhos inchados em janeiro de 2007, uma mudança no relacionamento da empresa com a comunidade vem chamando a atenção. O espaço colocado à disposição da vizinhança pela Arcelor, para que fossem apanhadas verduras e legumes foi fechado. “Até uns três anos a gente podia pegar. A gente não sabe porque fecharam o portão [do viveiro de mudas mantido pela empresa]”, diz Sueli Rosa de Arruda. Já o futuro biólogo Flávio Beilke precisou mudar o local onde fazia coleta de amostras. “Desde março fecharam os portões sem dizer qualquer coisa.” Questionada sobre o assunto, a empresa diz apenas que “para doações pontuais, solicitamos o envio de uma solicitação por ofício ou por e-mail”. Para dona Sueli, a suspeita é de que a própria laminadora não confie mais na qualidade das plantas produzidas em seu terreno.
O secretário de Meio Ambiente de São Francisco do Sul prefere não opinar sobre as denúncias de poluição. “Toda denúncia que recebemos, primeiro vamos verificar os fatos”, pondera o secretário Evaldo Doin. Segundo ele, até hoje foi feita apenas uma reclamação de que estaria ocorrendo a liberação de substâncias tóxicas na região do Morro da Cruz. Evaldo diz ainda que pediu à Fundação do Meio Ambiente (Fatma) que providencie um laudo técnico que possa oferecer mais informações à secretaria local.
Ironicamente, são justamente laudos emitidos também por uma empresa do governo do estado – a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) – que dois vereadores francisquenses anexaram a uma correspondência enviada ao deputado federal Gervásio Silva (PSDB) em agosto deste ano. Integrante da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da câmara, o deputado recebeu o documento dos vereadores Salvador Luiz Gomes (PSB) e Clóvis Matias de Souza, correligionário de Gervásio Silva. Junto com o ofício, os vereadores enviaram um laudo de análise de solo que “comprova a existência de poluição (...) na região do Morro da Cruz (...). Poluição esta ocasionada pela (...) ArcelorMittal Vega”, afirma o documento.
“Jabuticaba não dá há mais de três anos”, se queixa o pescador José Antônio de Andrade, vizinho de porta da Arcelor. Além da jabuticaba, outras frutas nasciam no terreno de seu José, e eram comercializadas numa barraquinha montada às margens da rodovia federal que separa o lote dele dos 2,2 milhões de metros quadrados do terreno da empresa. “Era uns sessenta reais a mais que já ajudava em casa”, lembra. O pescador reclama ainda que a fumaça que sai da empresa provoca “ardume” na garganta e dor de cabeça.
Já a auxiliar de serviços gerais Sueli Rosa de Arruda compara o cheiro que afirma vir da Arcelor com ferro queimado. “Quase toda noite tem cheiro. Até minha bronquite voltou”, lamenta. Mas o que mais preocupou Sueli até hoje foi um episódio envolvendo o filho pequeno, em 2007. Ela conta que depois de uma noite de forte cheiro vindo da empresa, o menino, na época com dois anos, acordou com os olhos inchados. “Levei ao posto de saúde e a médica disse não ter certeza do que se tratava.”
Quem atendeu o filho da auxiliar de serviços gerais, no postinho do bairro Miranda, foi a médica Ludimila Barbosa. Depois de dois anos, ela ainda lembra do caso do filho de Sueli, mas diz não ser possível precisar a causa do problema nos olhos da criança. “Só uma avaliação científica poderá indicar o agente causal”, diz a médica. Ludimila diz não ser freqüente o atendimento a pessoas se queixando de problemas causados por poluição.
Para a ArcelorMittal Vega, as acusações de que ela estaria poluindo o ambiente não fazem sentido. Por meio da assessoria de comunicação, a empresa diz que “dispõe apenas de emissões limpas em seu processo produtivo”. A empresa afirma ainda que são empregadas as tecnologias mais avançadas para o tratamento das emissões atmosféricas, “como filtros e sistemas de controle”.
A vice-presidente da Associação Movimento Ecológico Carijós (Ameca), Ana Paula Cortez não demonstra espanto diante da possibilidade de poluentes da laminadora estarem prejudicando o meio ambiente. A Ameca acompanhou o processo de implantação da empresa. “Ela [a empresa] já previa e emissão destes poluentes no próprio Estudo de Impacto Ambiental (EIA). Mas nunca chegou a precisar a quantidade. Dizia apenas que estariam dentro de normas internacionais”, lembra a ambientalista. Ana Paula acredita que uma eventual poluição pode estar relacionada ao mau funcionamento ou à demora para que seja feita a substituição dos filtros por onde passam os gases.
E gases em concentração excessiva, somada a um grande tempo de exposição, pode resultar em problemas no sistema respiratório humano e no sistema reprodutor dos vegetais. “Conheço pouco o processo da Arcelor, mas até onde sei podem ser gerados gases ácidos e material particulado”, diz a engenheira Sandra Helena Westrupp Medeiros, professora da Universidade da Região de Joinville (Univille). Segundo a Arcelor, não existe a possibilidade de que suas emissões causem prejuízos ao meio ambiente e “muito menos à saúde humana”.
Para descobrir se a poluição apontada pelos moradores do Morro da Cruz realmente tem origem na ArcelorMittal Vega, e se ela seria responsável pela morte de plantas e causadora de danos a saúde, o Ministério Público Federal decidiu investigar a situação. Uma perícia técnica já foi encomendada. Segundo o procurador da República Mário Sérgio Ghannagé Barbosa, “nos relatórios sobre monitoramento do ar encaminhados pela empresa não foi verificada presença de concentração de substâncias tóxicas acima do valor estabelecido pela legislação.” Para confirmar a informação repassada pela Arcelor, Barbosa pediu que a empresa detalhasse os critérios de escolha dos pontos onde foram feitas as análises atmosféricas.
A qualidade do ar na ilha de São Francisco chamou a atenção do estudante Flávio Beilke. Tanto que a preocupação com a possível poluição do ar estimulou o jovem de 21 anos a escolher o assunto como tema da monografia que vai apresentar ao final do curso de biologia marinha. Os pontos de monitoramento da qualidade do ar, feito com a ajuda de liquens – organismos sensíveis à poluição atmosférica –, ficam no terminal portuário, no centro da cidade, e na região onde fica a Arcelor. “Encontrei excesso de ferro e zinco na área do Morro da Cruz. Agora vamos ver quais são os parâmetros, até que ponto os níveis identificados são prejudiciais à saúde”, diz Flávio. Iniciado em dezembro de 2008, o trabalho deverá ser concluído em duas semanas.
Tanto para Flávio quanto para a mãe do garoto que acordou com os olhos inchados em janeiro de 2007, uma mudança no relacionamento da empresa com a comunidade vem chamando a atenção. O espaço colocado à disposição da vizinhança pela Arcelor, para que fossem apanhadas verduras e legumes foi fechado. “Até uns três anos a gente podia pegar. A gente não sabe porque fecharam o portão [do viveiro de mudas mantido pela empresa]”, diz Sueli Rosa de Arruda. Já o futuro biólogo Flávio Beilke precisou mudar o local onde fazia coleta de amostras. “Desde março fecharam os portões sem dizer qualquer coisa.” Questionada sobre o assunto, a empresa diz apenas que “para doações pontuais, solicitamos o envio de uma solicitação por ofício ou por e-mail”. Para dona Sueli, a suspeita é de que a própria laminadora não confie mais na qualidade das plantas produzidas em seu terreno.
O secretário de Meio Ambiente de São Francisco do Sul prefere não opinar sobre as denúncias de poluição. “Toda denúncia que recebemos, primeiro vamos verificar os fatos”, pondera o secretário Evaldo Doin. Segundo ele, até hoje foi feita apenas uma reclamação de que estaria ocorrendo a liberação de substâncias tóxicas na região do Morro da Cruz. Evaldo diz ainda que pediu à Fundação do Meio Ambiente (Fatma) que providencie um laudo técnico que possa oferecer mais informações à secretaria local.
Ironicamente, são justamente laudos emitidos também por uma empresa do governo do estado – a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) – que dois vereadores francisquenses anexaram a uma correspondência enviada ao deputado federal Gervásio Silva (PSDB) em agosto deste ano. Integrante da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da câmara, o deputado recebeu o documento dos vereadores Salvador Luiz Gomes (PSB) e Clóvis Matias de Souza, correligionário de Gervásio Silva. Junto com o ofício, os vereadores enviaram um laudo de análise de solo que “comprova a existência de poluição (...) na região do Morro da Cruz (...). Poluição esta ocasionada pela (...) ArcelorMittal Vega”, afirma o documento.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Adesivo do PQENG (Partido Que Está no Governo)
Uma tosse desgramada me deixou alguns dias off line. “É alérgica”, diz meu pneumologista... Deve ser ao mofo (a alergia), já que não pára de chover... e ficar úmido... e chover. Mas alergia, aquelas de coçar até debaixo da unha, me dá a indefinição política (para não dizer outra coisa). Qual número que mais se via estampado nos adesivos de carro durante o governo Odilon? Quinze. E em Joinville, no governo Tebaldi? Quarenta e cinco. E agora, por aqui? Onze. E lá em Joinville? Treze. Cacete! Para onde vão esses adesivos assim que Zera e Carlito forem substituídos? A maioria para a lata do lixo. Afinal, menos de um por cento deve se identificar com o programa ou a ideologia que carregam os partidos representados pelos números registrados na justiça eleitoral. Por favor...!
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Quinta boa no cais
Quinta-feira de boas novas para São Chico city! Inauguração das obras de ampliação do Terminal Santa Catarina (Tesc), anúncio do aprofundamento do calado do porto público (o que resta dele!) – pelo ministro dos Portos, Pedro Britto – e as tradicionais e eficazes conversas ao pé do ouvido entre autoridades locais e estaduais.
Ao falar na cerimônia de inauguração das obras iniciadas em 2007, o presidente do Conselho do Tesc, Alberto Raposo de Oliveira, o “Beto Caroço”, destacou que a ampliação vai permitir o aumento na capacidade de operação do terminal, podendo alcançar 300 mil TEU's/ano já em 2010. As obras de ampliação do Tesc saíram pela bagatela de R$ 150 milhões.
O Tesc nasceu em 1996, quando venceu o processo de licitação aberto pelo governo estadual que estava em busca de investimentos para a atividade portuária. Assim, o Terminal Santa Catarina se tornou arrendatário de uma área do porto de São Francisco do Sul.
Ah, sim, o ministro ainda saiu no lucro com o governador Luiz Henrique. Em novembro Pedro Britto será um dos homenageados com a Medalha Anita Garibaldi, entregue a pessoas e instituições que ajudam nosso estado a navegar de vento em popa.
Foto (divulgação): prefeito Luiz Zera e governador LHS, à esquerda da placa, e parte considerável do PIB francisquense à direita (entre eles os empresários Beto Caroço e Renato Lobo).
Ao falar na cerimônia de inauguração das obras iniciadas em 2007, o presidente do Conselho do Tesc, Alberto Raposo de Oliveira, o “Beto Caroço”, destacou que a ampliação vai permitir o aumento na capacidade de operação do terminal, podendo alcançar 300 mil TEU's/ano já em 2010. As obras de ampliação do Tesc saíram pela bagatela de R$ 150 milhões.
O Tesc nasceu em 1996, quando venceu o processo de licitação aberto pelo governo estadual que estava em busca de investimentos para a atividade portuária. Assim, o Terminal Santa Catarina se tornou arrendatário de uma área do porto de São Francisco do Sul.
Ah, sim, o ministro ainda saiu no lucro com o governador Luiz Henrique. Em novembro Pedro Britto será um dos homenageados com a Medalha Anita Garibaldi, entregue a pessoas e instituições que ajudam nosso estado a navegar de vento em popa.
Vice na platéia
O vice-prefeito Dorlei João Antunes até que teria tentado disfarçar. Mas não conseguiu ficar indiferente ao fato de, na ausência do prefeito Luiz Zera, um secretário municipal ter representado a prefeitura na audiência pública sobre a duplicação da BR-280 na terça à noite. Ainda sobre rompimentos e trocas de fechadura, “quem saiu ganhando nesta história toda foi o Saturnino [chaveiro]”, comentou um expectador presente no Cine-teatro X de Novembro.
Imagem: Google
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Vereadores votam LDO
Entra na pauta de votação da câmara de vereadores de São Francisco do Sul nesta terça-feira (29) o projeto de lei que trata da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2010. A votação da proposta, enviada pelo Executivo, será em dois turnos. A LDO compreende as metas e prioridades do governo municipal para o ano seguinte.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Assaltantes roubam lotérica na Enseada
Cerca de oitocentos reais foram levados de uma casa lotérica durante um assalto na manhã deste sábado (26), em São Francisco do Sul. Segundo a polícia militar, passava um pouco do meio dia quando dois assaltantes armados renderam os funcionários do estabelecimento, na praia de Enseada, e cometeram o crime. Ainda de acordo com a PM, o gerente da lotérica, Murilo Alberto Markowisk, de 26 anos, contou que depois da ação os assaltantes fugiram de moto em direção à Praia Grande. Ninguém foi preso.
Nota: a casa lotérica, que fica na Avenida Santa Catarina, foi inaugurada recentemente...
Nota: a casa lotérica, que fica na Avenida Santa Catarina, foi inaugurada recentemente...
domingo, 27 de setembro de 2009
(Tentando) quebrar o estigma "se é público é ruim"...!
O banheiro do Mercado Público precisa de manutenção. (Não botei no plural porque só entrei no masculino; o feminino não sei como tá.) Também posso ter dado azar. Pode ter coincidido minha "tirada de água do joelho", na manhã deste sábado (25), com uma dor de dente da filha da tia da limpeza.
Dei uma sondada e ouvi do funcionário de um estabelecimento do Mercado que a manutenção do banheiro (quanto aos outros espaços não perguntei) é da alçada da prefeitura. Caso não seja, que outra instituição (ou pessoa) tome uma providência. Anote a lista: papel higiênico, sabonete líquido (não vem com pedaço de sabão) e papel toalha pra enxugar as mãos.
O mercado tá bonito. O comércio local tem qualidade. São Francisco se propõe a ser cidade turística. E esse povo, os turistas (pelo menos os que gastam mais), têm expectativa de, ao comer um camarão ao bafo com as maõs, poder lavá-las com um sabonete no banheiro do Mercado. E secá-las depois.
Nota: post inspirado pelo umbigo do autor, que experimentou a situação; a observação tem pretensão de satirizar uma situação simples, cotidiana, que não ofusca, nem de longe, a receptividade e a beleza que o Mercado Municipal da Babitonga vem oferecendo.
Dei uma sondada e ouvi do funcionário de um estabelecimento do Mercado que a manutenção do banheiro (quanto aos outros espaços não perguntei) é da alçada da prefeitura. Caso não seja, que outra instituição (ou pessoa) tome uma providência. Anote a lista: papel higiênico, sabonete líquido (não vem com pedaço de sabão) e papel toalha pra enxugar as mãos.
O mercado tá bonito. O comércio local tem qualidade. São Francisco se propõe a ser cidade turística. E esse povo, os turistas (pelo menos os que gastam mais), têm expectativa de, ao comer um camarão ao bafo com as maõs, poder lavá-las com um sabonete no banheiro do Mercado. E secá-las depois.
Nota: post inspirado pelo umbigo do autor, que experimentou a situação; a observação tem pretensão de satirizar uma situação simples, cotidiana, que não ofusca, nem de longe, a receptividade e a beleza que o Mercado Municipal da Babitonga vem oferecendo.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Justiça nega pedido de Dorlei para voltar à prefeitura
Na decisão, tomada nesta segunda-feira (21) pelo juiz Ricardo Rafael dos Santos - mas publicada somente hoje no site do Tribunal de Justiça -, foi negado pedido de liminar do vice-prefeito para que pudesse voltar a ter um gabinete na prefeitura. Por enquanto, Dorlei só "entra em jogo" se o cargo ficar vago por algum motivo (viagem, impedimento, doeça...).
O vice-prefeito diz que vai recorrer ao Tribunal de Justiça para tentar mudar a decisão do juiz da comarca francisquense. O mandado de segurança pedindo o retorno ao gabinete foi movido por Dorlei depois que o prefeito Luiz Zera efetuou a troca da fechadura, para impedir o acesso do ex-companheiro de chapa em 2008. Luiz Zera rompeu oficilamente com o vice alegando que Dorlei estava tentando implantar um "governo paralelo".
O vice-prefeito diz que vai recorrer ao Tribunal de Justiça para tentar mudar a decisão do juiz da comarca francisquense. O mandado de segurança pedindo o retorno ao gabinete foi movido por Dorlei depois que o prefeito Luiz Zera efetuou a troca da fechadura, para impedir o acesso do ex-companheiro de chapa em 2008. Luiz Zera rompeu oficilamente com o vice alegando que Dorlei estava tentando implantar um "governo paralelo".
Advogado descarta desentendimento de Frederico com a prefeitura
Desmentir informações infundadas que viriam sendo divulgadas pela imprensa foi o principal objetivo da entrevista coletiva concedida pelo advogado da família do médico Frederico José Rabe na manhã desta terça-feira (22). O advogado Ingo Alandt disse, por exemplo, que Frederico - que tirou a própria vida na última segunda-feira - não tinha depressão, nem havia se desentendido com integrantes da administração municipal. Uma nota oficial assinada pela família também foi divulgada na coletiva, que começou por volta das 9h50 e terminou perto das 11h, no Hotel Vila Real. Quanto ao ingresso de ação judicial por parte da família do médico, a hipótese não está decartada. O objetivo seria provar que Frederico tinha vínculo empregatício com o Hospital de Caridade, o que garantiria direitos aos familiares.
Advogado da família de Frederico falará nesta terça
Coisas muito importantes deve ter para falar o advogado da família do falecido médico Frederico José Rabe. Às 9h30 desta terça-feira (22), Ingo Alandt dará entrevista coletiva no Hotel Vila Real. O aviso sobre a coletiva foi feito na manhã de hoje, pelo escritório do advogado.
Ainda relacionado ao trágico episódio, os veredores Salvador Gomes (PSB) e Clóvis Matias de Souza (PSDB) se retiraram da última sessão da câmara, em solidariedade à família do médico. Ao contrário do que informei no programa de rádio desta segunda-feira (21), os vereadores Jackson Portella e Jorge Macedo (ambos PMDB) não se retiraram da sessão pelo mesmo motivo que os dois primeiros. Os peemedebistas se recusaram a votar projeto de lei encaminhado pelo prefeito Luiz Zera, que, na opinião deles, teria sido enviado de forma atropelada pelo Executivo para a análise dos vereadores.
Ainda relacionado ao trágico episódio, os veredores Salvador Gomes (PSB) e Clóvis Matias de Souza (PSDB) se retiraram da última sessão da câmara, em solidariedade à família do médico. Ao contrário do que informei no programa de rádio desta segunda-feira (21), os vereadores Jackson Portella e Jorge Macedo (ambos PMDB) não se retiraram da sessão pelo mesmo motivo que os dois primeiros. Os peemedebistas se recusaram a votar projeto de lei encaminhado pelo prefeito Luiz Zera, que, na opinião deles, teria sido enviado de forma atropelada pelo Executivo para a análise dos vereadores.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Tem mesmo bicho e mato contaminados no Miranda?
As denúncias de que bezerros estariam morrendo e de que vegetação estaria queimando na localidade de Morro da Cruz, no bairro Miranda, em São Francisco do Sul, têm consistência? Esta foi a pergunta para a qual não encontrei resposta na semana passada. Ainda que tivesse visto os "defuntos" e as plantinhas, não poderia, por falta de conhecimento técnico, identificar a causa dos prejuízos que pelo menos três produtores rurais da região afirmam estar acumulando.
Um dos funcionários do escritório local da Epagri diz que uma certa quantidade de alumínio já foi identificada no solo daquela localidade. Mas isso quer dizer alguma coisa? Os órgãos estadual e federal ligados ao meio ambiente seriam os responsáveis por fazer os exames com condições de apontar se as denúncias procedem, e, principalmente, qual seria a causa da morte dos bichinhos e das plantinhas.
Aproveitando o embalo do apoio prestado aos voluntários que fizeram a limpeza da Prainha e da Praia Grande neste final de semana, certamente a Secretaria Municipal de Meio Ambiente não vai se exemir da responsabilidade de, no mínimo, cobrar dos dois órgãos citados acima (leia-se Fatma e Ibama) uma atenção especial para o "místério do Morro da Cruz". Até para que se afastem todas as conjecutras... comentários... fatos (e boatos) que possam cercar o episódio.
Um dos funcionários do escritório local da Epagri diz que uma certa quantidade de alumínio já foi identificada no solo daquela localidade. Mas isso quer dizer alguma coisa? Os órgãos estadual e federal ligados ao meio ambiente seriam os responsáveis por fazer os exames com condições de apontar se as denúncias procedem, e, principalmente, qual seria a causa da morte dos bichinhos e das plantinhas.
Aproveitando o embalo do apoio prestado aos voluntários que fizeram a limpeza da Prainha e da Praia Grande neste final de semana, certamente a Secretaria Municipal de Meio Ambiente não vai se exemir da responsabilidade de, no mínimo, cobrar dos dois órgãos citados acima (leia-se Fatma e Ibama) uma atenção especial para o "místério do Morro da Cruz". Até para que se afastem todas as conjecutras... comentários... fatos (e boatos) que possam cercar o episódio.
sábado, 19 de setembro de 2009
Prós e contras Zera e Dorlei
“Administrador competente” e “homem do povo” foram os principais adjetivos remetidos, respectivamente, ao prefeito Zera e ao vice Dorlei na enquete da rádio São Francisco desta sexta-feira (18). Trinta e nove pessoas se manifestaram. Algumas quiseram descer o cacete (seja no prefeito ou no vice), aí o botão do “corta” (da mesa de som) teve que funcionar.
Por outro lado, “autoritário” e “exibicionista” (claro que nem todo mundo que quis dizer isto usou exatamente estas palavras) foram os destaques negativos de quem se comunicou com a emissora para responder quais eram as expectativas quanto ao futuro do relacionamento entre os rompidos Zera e Dorlei.
Por outro lado, “autoritário” e “exibicionista” (claro que nem todo mundo que quis dizer isto usou exatamente estas palavras) foram os destaques negativos de quem se comunicou com a emissora para responder quais eram as expectativas quanto ao futuro do relacionamento entre os rompidos Zera e Dorlei.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
A melhor amiga do Antônio...
Uma notícia light (estamos precisando!) no final da tarde desta terça (15). A cadela Sharow (imagino que a grafia seja esta), labradora que auxilia os bombeiros francisquenses em operações de busca e resgate, "arregassou as mangas" e cumpriu seu papel ao ajudar sete soldados que procuravam um homem desaparecido.
Antônio Ciberto da Silva, de 46 anos, se perdeu por volta das 13 horas em um matagal no bairro Iperoba. Segundo os bombeiros, Antônio usou o telefone celular para pedir ajuda. E lá foi Sharow (uma bonita senhora... grande... pelos brancos), com seu focinho em alerta. Por volta das 16 horas... missão cumprida.
Antônio Ciberto da Silva, de 46 anos, se perdeu por volta das 13 horas em um matagal no bairro Iperoba. Segundo os bombeiros, Antônio usou o telefone celular para pedir ajuda. E lá foi Sharow (uma bonita senhora... grande... pelos brancos), com seu focinho em alerta. Por volta das 16 horas... missão cumprida.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Médico suicida-se na secretaria de saúde
Os moradores de São Francisco do Sul, que ainda comentavam os últimos acontecimentos políticos, foram surpreendidos no final da tarde desta segunda-feira (14) com a notícia da morte do ex-radiologista do Hospital de Caridade.
Frederico José Rabe, de 58 anos tirou a própria vida com um revólver durante conversa com a secretária de saúde, Nadirinez Bolognini. O caso aconteceu por volta das 17 horas, no prédio da secretaria. O médico estaria tentando voltar ao posto, no Caridade, já que no mês passado a prefeitura tinha rompido o contrato com Frederico. Frederico José Rabe deixa esposa e dois filhos.
Frederico José Rabe, de 58 anos tirou a própria vida com um revólver durante conversa com a secretária de saúde, Nadirinez Bolognini. O caso aconteceu por volta das 17 horas, no prédio da secretaria. O médico estaria tentando voltar ao posto, no Caridade, já que no mês passado a prefeitura tinha rompido o contrato com Frederico. Frederico José Rabe deixa esposa e dois filhos.
9h14
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
A praça é nossa!
Uma imagem... Vice-prefeito de São Francisco do Sul, Doreli João Antunes (PDT), dando expediente na praça em frente à prefietura. Ele afirma ter tido a fechadura de seu gabinete trocada. No último sábado o prefeito Luiz Zera (PP) divulgou nota oficial dizendo ter rompido com o ex-companheiro de palanque eleitoral.
Zera falará sobre rompimento com vice
Está marcado para as 11 horas desta segunda-feira (14), no programa de rádio da prefeitura, um pronunciamento do prefeito Luiz Zera (PP) a respeito de seu rompimento com o vice Dorlei João Antunes (PDT).
Há poucos minutos, o vice-prefeito disse que vai montar uma mesa depois das 9 horas, em frente ao prédio da prefeitura, para atender á população. A atitude, segundo Dorlei, é motivada pela troca da fechadura de seu gabinete, que teria sido encomendada por Zera na última sexta.
Há poucos minutos, o vice-prefeito disse que vai montar uma mesa depois das 9 horas, em frente ao prédio da prefeitura, para atender á população. A atitude, segundo Dorlei, é motivada pela troca da fechadura de seu gabinete, que teria sido encomendada por Zera na última sexta.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Zera rompe definitivamente com Dorlei, diz assessor
O prefeito Luiz Zera rompeu definitivamente com o vice, Dorlei João Antunes. A informação foi divulgada no final da tarde desta sexta-feira (11) pelo assessor de imprensa da prefeitura, Rossine Petrus.
Desde o início da atual administração, os dois ex-vereadores vêm colecionando episódios que traduzem o péssimo relacionamento mantido entre ambos. Na última quarta-feira, uma discussão quase teria terminado em agressão, segundo Dorlei. Versão negada pelo secretário de governo, Carlos Scheffel. "Foi um desetentendimento verbal", disse.
O "romper definitivamente", dito pelo assessor de imprensa, significa que, se depender do prefeito, o vice não deverá mais ocupar o prédio da prefeitura - o principal ou o do Procon, onde Dorlei estava até recentemente.
Desde o início da atual administração, os dois ex-vereadores vêm colecionando episódios que traduzem o péssimo relacionamento mantido entre ambos. Na última quarta-feira, uma discussão quase teria terminado em agressão, segundo Dorlei. Versão negada pelo secretário de governo, Carlos Scheffel. "Foi um desetentendimento verbal", disse.
O "romper definitivamente", dito pelo assessor de imprensa, significa que, se depender do prefeito, o vice não deverá mais ocupar o prédio da prefeitura - o principal ou o do Procon, onde Dorlei estava até recentemente.
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