quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Entidades se unem pelo porto público

No documento a ser entregue aos governos estadual e federal  - e endossado esta semana por sindicatos de trabalhadores portuários, servidores públicos da administração do Porto, partidos e políticos da cidade -, foram relacionadas as seguintes reivindicações:

  • o governo federal deve priorizar a ação pública estatal, impedindo qualquer processo de terceirização das atividades;
  • a gestão portuária seja pública, profissionalizada, visando garantir a soberania e interesses nacionais. A gestão deve ser profissional, por resultados, 
  • como determinado pela portaria 214/2008 da SEP (Secretaria Especial dos Portos), valorizando os servidores de carreira, sem que haja tanta indicação política;
  • a autoridade portuária deve estar vinculada ao governo federal - gestão compartilhada;
  • o terminal graneleiro da Cidasc deve continuar público e garantir os postos de trabalho em São Francisco do Sul.

No último dia 17, o governador Raimundo Colombo foi a Brasília conversar com o ministro dos Portos, Leônidas Cristino, sobre a renovação da concessão do Porto. Expirada em fevereiro deste ano, a concessão foi renovada até o mês que vem, setembro.

Após a audiência entre o governador e o ministro, o jornal Diário Catarinense publicou: "De acordo com o ministro Leônidas Cristino, está em fase finalização um inventário dos portos brasileiros e deve mudar o modelo de gestão do setor no país. O Ministério pretende instituir uma forma de gestão compartilhada entre as concessionárias e o Governo Federal. O Porto de São Francisco pode seguir esse modelo."

O "Fórum em defesa do Porto de São Francisco do Sul" quer a realização de uma audiência pública para discutir, principalmente, de que forma a gestão do terminal será tratada na renovação da concessão. Embora o governo do Estado negue a possiblidade, há sindicalistas preocupados com a possível participação da iniciativa privada na gestão do Porto.

A União renovará a concessão ao Estado por mais 25 anos, podendo prorrogá-la, depois, por igual período.
Foto (jornal A Notícia): observado pelo pres. adm. Porto, 
Paulo Corsi, o min. Portos, Leônidas Cristino, fotografa
o costado durante visita, em fevereiro deste ano
Áudio: entrevista (feita pelo blogueiro) com o ministro,
pouco 
depois da foto

13 comentários:

  1. Ok, mas a pergunta mais interessante para os geniais que estão elaborando o Forum é? pela Leis dos Portos, a figura do Operador Portuário, ou seja, da Parte Privada, tem que existir, certo? então neste caso, Porto Público totalmente estatal já não poderá ser.
    Outro coisa, não seria mais fácil colocarmos gente que possa vender o Porto ao invés de colocarmos mais e mais pessoas para fiscalizar aos outros?

    Porto é algo estrtégico, portanto, quem me garante que o Governo Federal, que já esta privatizando os aeroportos, não tem interesse em repassar para grupos mais poderosos? enquanto os que detiverem o poder forem daqui , ao menos nossos empregos ou de colegas estarão garantidos, agora se for de gente de fora...

    E outra coisa, tolerar Dodo na defesa do Porto Público é para chorar , políticos que nunca administrou nem barraca de cachorro quente,vai entender de Forum?

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  2. tem mais é q privatisar e acabar com o nepotismo sindical que vive o porto de joinville opâ digo porto de sao chico hum sera?seria muito bem feito para que certos presidentes de sindicatos que em ves de tratar dos seus problemas ficam tentando iterferir em terminal mar azul colonia de pesca e outros e a cidasc tem mais é que ser extinta pois éssa não éra a opinião de muitos estivadores de q granel não da lucro.é como diz um azêdo a vida segue?

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  3. Bom, penso que não existe nada mais estratégico que COMIDA e esta área vai muito bem obrigado, porque se encontra em mãos privadas, onde não cabe nepotismo, compadrios, indicações políticas etc.
    O Brasil é modelo para o mundo em produtividade e gestão no agronegócio. Na iniciativa privada há livre concorrência e busca de resultados contínua. O Estado deve focar apenas em segurança, educação e saúde, deixando o resto para quem sabe gerir. Vamos acabar com tantos cargos INDICADOS e priorizar a qualidade.

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  4. Caro Maxuel
    A sua argumentação coincide com a cartilha dos neoliberais, que provocaram a crise de 2008. Capitalismo absoluto é tão maléfico quanto socialismo extremo. O grande problema de São Francisco é a má distribuição de renda. Qualquer solução que enfraqueça o lado do trabalhador somente ampliará o problema. Por outro lado, se privatizar o porto significa que os empresários terão que arcar com todos os investimentos em infraestrutura (dragagem , contorno ferroviário etc - só a dragagem comeu mais de 100 milhões), aí eu concordo contigo. Tem que privatizar tudo. Mas duvido que tenha empresário interessado. Guindastes e empilhadeiras representam preço de pinga perto do que se investe em infraestrutura. Se for para privatizar só o filé mignon e deixar a carne de pescoço para o governo, aí eu tô dentro. Até por que a maioria das privatizações ocorrem com dinheiro do BNDS. É questão de QI.

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  5. Creio que somente com Parcerias Público Privada é que teremos uma melhor Gestão, ou seja, quanto menos o governo investir em Infraestrutura Portuária, mas verbas sobraão para investimentos em Ciência, Tecnologia, Educação e Saúde.
    Na realidade a Sociedade Moderna não pod viver em extremos capitalistas ou Socialistas, amba provarão que não deram certo.Na Irlanda morria -se de fome em virtude do extremismo, Cuba vivia de financiamento Russo, até que ambas pereceram, China deixou de ser Socialista ou Economia Planificada a algum tempo.
    O governo do PT segue os moldes do Trabalhismo Inglês e não é mais Socialista desde que Lula asumiu o governo e assim estamos bem ou não? com mais emprego , renda e oportunidades para todos.

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  6. Caro Almir Wagner,
    Concordo com você em que a privatização tem que ser por inteiro. Creio que se ela for conduzida com honestidade, haverá sim empresário disposto a investir porque sabe do retorno do empreendimento. Acontece que privatizações e concorrências "públicas", muitas vezes são aconchavadas em detrimento da moralidade e do bem comum. Quanto ao uso do dinheiro público para financiar parte do empreendimento, nada contra desde que ele retorne com os devidos juros aos cofres públicos para novos investimentos.
    PS. Não tenho faceta neoliberal, apenas me arrepio ao pensar no Estado Gestor e Paternalista, onde o que menos importa é o desenvolvimento real do povo. Dê-lhe apenas o pão e o circo, mantendo-o subjugado e sem visão. Sou apenas um mero discutidor de idéias e gostei de dialogar com o amigo blogueiro.

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  7. Getúlio Aprígio da Silva8 de setembro de 2011 17:23

    Getúlio Aprígio da Silva – servidor do porto

    Acredito que referente ao porto. Os servidores da atual Administração do Porto, Trabalhadores Avulsos e Comunidade em geral, tem que reeividicar para:

    01 – Junto ao governo federal para delegar ou conceder novamente ao governo de Santa Catarina.. Se federalizar ou municipalizar estamos fora.

    02- Manter o modelo gestão atual, ou seja, landport. Autoridade portuária pública( comum a todos), operação com o setor privado. Bem como, mantendo os trabalhadores portuários avulsos, operadores portuários, conforme lei 8630/93.

    03 – Manter o terminal graneleiro da CIDASC, já que o mesmo é público, além dos mais há vários funcionários que moram em nossa cidade. Os trabalhadores não podem pagar pelos gestores que passaram ao longo do tempo na direção.

    04 – Solicitar ao governo Estadual, a disponibilidade de todos servidores da atual Administração do porto na nova empresa pública.

    05 – Conceder transferências aos servidores da atual administração que não residem no município.

    06 - Conceder aos servidores da atual administração a correção salarial , já que desde 2005 não houve,bem como:

    a) Pagamento do adicional de risco portuário lei 8640/65
    b) Revisão do vale refeição que não é reajustado mais ou menos 12 anos.
    c) Revisão na tabela de gratificação de produtividade, já que tem classe, que já estabilizou o teto.
    d) Conceder gratificação por graduação
    e) Conceder cursos graduação, pós – graduação, de capacitação e atualização, através da UDESC.


    OBS: O governo federal investiu maciçamente em nosso porto. Futuramente estaremos com o calado de 14mts e com o aumento de aproximadamente de 400 mts de berços(cais). Com isso, vamos ter um bom aumento de produção em nosso Porto.

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  8. A melhor opção é Entregar ao Porto a quem sabe administrar, ou seja, concessão para os Armadores, MAERSK, CGM, MSC, CSAV e assim todos ganharão e não somente os sindicatos e funcionários públicos , esta na hora de dividir o bolo.

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  9. Getulio Aprígioda Silva10 de setembro de 2011 16:51

    eu caro Caio, algumas nações já tentaram privatizar a gestão do portuária. Mas tiveram que retomar devido a sua função estratégica. E o Brasil com o governo do LULA, provou que isso é possível. Só após com a criação da Secretaria Especial de Portos em 2007, é que conseguimos se destacar no cenário mundial do comércio exterior. E com certeza a presidenta DILMA, vai da continuidade nesse modelo de gestão .

    Abraço

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  10. Não, este modelo prvou ser ineficiente e ineficaz. O mundo cresceu na área de Comercio Exterior até meados de 2008 e não foi pelo fato do Brasil ter este modelo, mas sim , por termos novos terminais privados,ou quem aumentou mais o volume de exportação e importação? Sful, Navegantes Itajaí ou Sfsul?

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  11. Getúlio Aprígio da Silva16 de setembro de 2011 21:41

    Meu caro Caio. Os terminais privados para movimentação de container, só foi ampliando ou criados depois da 8630/93. Graças a esse modelo e com a criação da SEP, que tivemos esse sucesso. Caso contrario, estariamos atrelado ao ministerio do transporte. Que na vedade só exegam o transporte rodoviário.

    abraço

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  12. Getúli, nós Francisquenses, nascido e criados aqui, e creio que a maioria deseja é que se acabe com essta mamata de Sindicatos e Porto com herança hereditária, ou seja, quremos que o Porto sofra um reviravolta e não fique mais nas mãos do governo municipal, estadual ou Federal, quremos um Porto Livre de Sindicatos.LIVRE MERCADO!

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  13. Getúlio Aprígio da Silva21 de setembro de 2011 09:28

    Meu caro, Caio.

    Não existem mamatas, há um sistema que inicialmente foi proposto pelo dono da carga. Agora, estranho. Antigamente ninguém queria ser portuário ou marinheiro e sim administrativo. Profissões discriminadas, mas responsável por muito seguimento nas cidades portuárias, por exemplo. Quando não havia o sistema SUS, eram os portuários que ajudavam a saúde, se vc foi ao pronto socorro municipal poderá verificar uma placa que confirma essa informação. Quando não havia a doação de cargas apreendidas por parte da receita federal as entidades sem fins lucrativas, eram os portuários que faziam essas contribuições , bem como as igrejas. Portanto devemos muito a essa categoria.

    abraço

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